quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

É preciso muito mais que um grito, para mudar qualquer rito.
É preciso muito mais que despeito, para que aceite falta de respeito.
É preciso muito mais que ser mudo, para ser indecente silenciosamente.
É preciso se ter dicotomia e coerência, para a coesão ser escudo e hóstia.
Será necessário muito mais que ser lido, para ser ouvido.
Será necessário muito mais que descaso e distração, para parar de escrever e ser verborrágico para mim.
" Sai do escuro e vem te ver assim. Sai do escuro e vem me ver assim."
Seria plausível muito mais que um Facebook, para as redes do campo das idéias serem socialmente importante.
É preciso muito mais que excluir, para ter um feed de notícias bom por aqui.
É necessário muito mais que a chatice, para que o chato crie conceito de mim.
Será necessário muito mais que morrer e viver, para viver e morrer, sem que o espelho vomite e reflita tudo de mim e de vós.
Será preciso muito mais que fingir, para que seu subconsciente venha a zunir.
Será preciso muito mais que isso aqui, isso ali, para que saibamos que as respostas estão muito além? Será que alguém as têm?
Nossa individualidade é um valor sem vintém.
O que precisamos é acalmar nossa euforia do confronto. Aprender a discordar como pedaços uns dos outros.
É preciso se criar uma imagem de uma câmera frontal e um teleprompter, que nos guie e policie diariamente de todos os requisitos básicos e sofisticados do que pode ser feito, refeito, ponderado e melhorado, para que nos tornemos humanos celestialmente imperfeitos de perfeição.

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