segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Eu quis muito mais que o apreço da amizade.
Eu quis imergir na curiosidade dos beijos, defeitos e qualidades.

Eu quis conhecer o amor sem distinção do sexo.
Eu quis que o sexo fosse autônomo, sem precisar do amor.

Eu quis fugir do libido úmido da sua vagina.
Eu quis fugir de mim, como alguém que foge quando usa cocaína.

Eu quis muito mais que o apreço da amizade.
Eu quis desvairar anseios, receios, de um amor mais novo que a prosperidade.
É tudo uma grande mentira?
É tudo uma grande verdade?

Pela noite e tarde que antecede todo o meu berço
Pela manhã eu te obedeço? ou desobedeço?
Pela Night eu enlouqueço.

Pelo verão, inverno, outono e primavera, eu te ofereço.
O meu calor e endereço.
" A vida do teu filho, do fim até o começo".

Porque metade de mim é o avesso.
E a outra metade também.
Aos 30 descobri minha mais uma teoria. 
Não tenho dúvidas que considero a melhor fase.

Sou. Quem sabe somos. Adultos adolescentes entre a década dos 30 aos 40. Temos a euforia das sabedorias ou não.
Tudo é tão real, mesmo que entre meios cibernéticos.
Tudo é mais concreto, a maturidade te traz conquistas. Te faz perito em anatomia e no sexo-delicia.

Aos 30 e poucos, e não faço relação nenhuma com a "Sandy".
As coisas acontecem para valer. Se fala de sexo e performance, antes mesmo de conhecer. Transam-se nas paredes do silêncio, câmeras da maturidade moderna.

A diferença dos 14, 15, 16, 17 e etc, é que dessa idade na verdade não somos perito em nada, e nossa leitura e cognição é muito curta diante da longa estrada.

Aos 30 e tantos, colhe-se frutos, e desenvolve-se mútuos.
Aos 32 ainda me falta muito. Espero que até os 40, menos rugas e mais realizações no absurdo.
Faz tempo que me exclui.
Faz tempo que me excluíram.
Faz tempo que somos excluso do credo a cota da cor da pele do cidadão.

Faz tempo mano velho.

Faz tempo que descolori o cabelo.
Faz tempo que aprendi sobre cores secundárias.

Faz tempo que as vezes me esqueço.
Faz tempo que ao tempo, quase não obedeço.

Simplesmente faz, fez, faça.
A sua virtude é a avalanche em procissão que foge da gruta do limo, que resplandece energia da alma em sua estrada.