terça-feira, 1 de janeiro de 2013

... Na janela do 2- andar do meu prédio, enquanto eu paralisava e pensava na vida em um completo âmbito de elação, me interroguei indagando: O quanto a vida pensava em mim? O quanto pensas talvez? E nesse momento de sublimidade um estado dúbio me fez questionar a respeito: Sou covarde ou produto do meio? Sou os dois? Quem sabe..."Sou todo direito, sei a hora de ser covarde, não pude ser tudo que quis, armei umas e outras" A altivez me sugeria uma mente cheia de ideias e raciocínios vomitados, que crepitam quase sempre na madrugada, na verdade em minhas pseudotranscendências, não queria pensar em nada, e ao mesmo tempo, mudar o mundo pensando em tudo, nem que fosse apenas mudar o mundo do meu umbigo, do consumismo abstrato mais jeitinho nosso de ser chamado Ego, somos egocêntricos por natureza.

Na verdade canábis te abre um leque de sonambulismo lucido.

Carramilo.