Resenha sobre o livro “ética e imprensa” capítulo “Sangue azul, a deontologia e o direito à informação”.
O texto traz um paradigma bastante pertinente para os tempos atuais, onde uma imprensa que cada vez se mostra mais forte e se solidifica como o quarto poder, as dicotomias e lacunas apresentadas e deixadas dentre o plano de existência do jornalista e da imprensa para com a ética, são problemáticas que só confirmam que a ética do direito a informação é uma falácia, um mito, falo aqui da informação manipulada que obtemos por essa mesma imprensa que apóia os seus candidatos nas campanhas ao governo de algum estado, senado, e presidência da republica, essa realidade salientada no texto na parte “conflito e convivência” que definem bem a complexidade paradoxal do direito da informação.
A imprensa não pode fiscalizar o poder, sendo esse um dos seus deveres supremo, e isso ocorre devido à mesma ter se convertido num negócio transnacional, oligopolizado em conglomerados da mídia que trafica influência junto aos governos para conseguir mais concessões de canais e mais facilidades de financiamentos públicos. Questões como a independência do jornalismo estará por onde? E será que existe? A milhões de fatores que levaríamos dizer quê; está preso a esses processos ideológicos e manipuladores são devido a todo o modelo que a imprensa, ou seja, a mídia adotou dentro do mundo capitalista que a nossa sociedade vive se tratando de Brasil.
A ética no jornalismo é uma das maiores dicotomias existentes, pois o código de ética do jornalista é muito bonito no papel, mas na pratica impossível de se seguir e de se cumprir, o profissional da área de jornalismo vive um dilema imensurável que é da sua conduta para com a ética e de seus textos para com a empresa pela qual ele trabalha, a imparcialidade e o livre texto no jornalismo são conversa de conto de fadas, o profissional é moldado do jeito que a empresa quer, e só publicara os textos que forem congruentes com a mesma, e essa realidade denota toda a falta de liberdade e a triste situação que o jornalista vive em relação a sua ética profissional.