sábado, 18 de maio de 2013

Nas entranhas das suas axilas

Hoje é um dia incomum dentro da suas trivialidades. É um dia após dois ontem. me questiono e não me encontro. Mas, devo me procurar? me achando saberei onde quero chegar? me deixa ser imbecil diante de tanta imbecilidade sem nota, sem arranjo, sem música, sem poema ou poesia. Hoje é dia de me criticar de ser criticado. Na verdade, hoje não é dia de nada além de sermos nós mesmo. Quer me apontar? tente ser eu então. Mas, antes tente ser você, já que nunca conseguiu sair de cima do muro. Mostra tua cara, teu jogo de cintura, tua fé e tua conduta. Antes de me criticar olhe pro seu umbigo, cheio de pircieng sem nexo e frívolo. Não me note, estou aqui pra ser notado. Não me escrache, deixa que eu mesmo o faço. Vai brincar com teu nariz, e deixa que com o meu eu sei onde sujo ele com giz.

Hoje é apenas mais um dia com ou sem reza. Vomitando em pensamentos na madrugada íngreme do silêncio dos indecentes. Aliás somos indecentes ancestrais. tentaram nos moldar, mas, nossa natureza não nos absolve. Somos pecaminosos vomitando ou praticando. Sou o eco do seu pudor. Não me venda mais pudores cheio de odores nas entranhas das suas axilas por favor.